Talvez eu seja aquela música, que você não suporta mais ouvir, ou aquele filme que você já assistiu inúmeras vezes. Ou aquele programa chato de televisão, que você não aguenta mais assistir nos domingos de tédio. Talvez eu seja mesmo, um daqueles seus livros empoeirados, que ficam esquecidos na estante do seu quarto. Mas, apesar dos apesares, talvez eu seja aquela única pessoa que se importa com você.
Minha nossa, é só ficar longe, que logo eu penso em você.
Cada um tem de mim exatamente o que cativou.
Desaprender para aprender. Deletar para escrever em cima. Houve um tempo em que eu pensava que, para isso, seria preciso nascer de novo, mas hoje sei que dá pra renascer várias vezes nesta mesma vida. Basta desaprender o receio de mudar.
Pra falar a verdade, eu sempre quis alguém que eu pudesse ter do meu lado, alguém que me amasse e que eu amasse também. Eu tinha você. E de repente nossa mistura de amor, amizade e todas outras coisas havia se transformado em nada. Eu já sabia que um dia eu teria que te deixar ir, só não esperava que fosse assim tão vazio, tão fácil, sem sentimento, sem nada. Talvez o meu único erro foi ter acreditado no “pra sempre” e então perceber que o tal “pra sempre” pode ser apenas coisa de tal momento. E agora eu já havia lhe perdido, talvez pra sempre ou só por um momento, só por um instante… Mas agora, eu queria você aqui, só por um instante, ou talvez, pra sempre?
Todo sopro que apaga uma chama
reacende o que for pra ficar!
Mas se eu parar de te procurar, aí é a sua vez de me entender.
Há dias que eu quero atear fogo nela, mas não faço isso, porque a amo… E seria ilegal.